Todo apoio e ajuda aos venezuelanos. Terremoto deixa centenas de mortos em país já castigado pelo imperialismo
Os terremotos que castigaram a Venezuela nesta semana gerou uma crise humanitária imediata. A tragédia encontrou um país com infraestrutura já debilitada por anos de colapso econômico.
Como os tremores ocorreram no final da tarde de um feriado nacional (Dia da Batalha de Carabobo), grande parte da população estava em casa, o que concentrou os impactos em áreas residenciais.
Os abalos foram tão intensos que chegaram a ser sentidos na Colômbia e em capitais do norte do Brasil, como Boa Vista, Manaus e Macapá.
Os dados confirmados pelas autoridades de saúde e pelo Congresso venezuelano apontam entre 188 e 235 mortos, com mais de 4.300 feridos. Contudo, modelos de monitoramento internacional e relatórios de agências alertam que o número final pode ser muito maior.
Os bairros de Altamira, Los Palos Grandes e San Bernardino foram os mais castigados na capital. Prédios residenciais de grande porte desabaram e o fornecimento de gás foi interrompido por segurança para evitar explosões.
Pelo menos oito hospitais sofreram danos estruturais na fachada e no interior, forçando a transferência de pacientes em estado crítico sob condições improvisadas. O Aeroporto Internacional de Maiquetía também está fechado.
Diante da dimensão da tragédia, as equipes de resgate locais e bombeiros trabalham ininterruptamente na busca por sobreviventes soterrados. O governo ativou os protocolos de emergência internacional e solicitou apoio e fundos de organizações multilaterais.
A Rede Sindical Internacional de Solidariedade e Lutas expressa seus sentimentos a tofo povo venezuelano e cobra ajuda governamental dos países vizinhos e de toda comunidade internacional.
É necessária uma resposta imediata, com envio de equipes especializadas de resgate, profissionais de saúde, mantimentos, medicamentos, água potável, equipamentos e demais donativos necessários para enfrentar a emergência humanitária.
Diplomacia do imperialismo
A Casa Branca respondeu rapidamente ao cenário de calamidade. O governo americano anunciou o envio imediato de US$ 150 milhões em ajuda emergencial e chamou os venezuelanos publicamente de “novos e grandes amigos”.
No entanto vale destacar que a Venezuela convive com os efeitos das sanções impostas pelos Estados Unidos que, no início deste ano, invadiram o país, sequestraram o presidente Nicolás Maduro e seguem impondo uma ingerência imperialista.
Com o colaboracionismo da presidente interina Delcy Rodrigues. Washington utiliza a resposta ao desastre para legitimar a transição política local. A forte presença militar e humanitária americana foca em regiões de reduto eleitoral do chavismo.
A estratégia visa mitigar a desconfiança da população local e estabilizar o território. O interesse central da aproximação também passa pelo objetivo de se apoderar do petróleo venezoelano.
Nesta semana, Donald Trump foi a público se vangloriar e mostrar a face mais cruel de seu governo. Ele afirmou que com o petróleo retirado da Venezuela seria possível arcar com os custos da guerra ao Irã 28 vezes.
Todo apoio aos venezuelanos
Milhares de famílias aguardam notícias de parentes desaparecidos e necessitam de ajuda urgente para reconstruir suas vidas. Por isso, é fundamental uma ampla campanha internacional de solidariedade em resposta imediata à destruição provocada pelos terremotos.
No entanto, é preciso também dar continuidade à defesa da soberania do povo venezuelano. O imperialismo ianque, que só suga as riquezas de outros países, deve ser expulso daquele país.

