Todo apoio! Argentinos fazem greve geral contra ataque de Milei às leis trabalhistas
Convocada pelas principais centrais sindicais no país, a paralisação terá 24 horas de duração
A classe trabalhadora argentina enfrenta a Reforma Trabalhista de Javier Milei com uma greve geral nesta quinta-feira (19). Enquanto deputados debatem o tema, o povo sai às ruas para impedir que este retrocesso seja aprovado.
Convocada pelas principais centrais sindicais no país, a paralisação terá 24 horas de duração. Todo o setor de transportes, repartições públicas e agências bancárias não irão funcionar durante todo o dia.
Entre os ataques apresentados pelo governo, que estão sendo debatidos no Congresso, estão o aumento da jornada de trabalho para 12 horas, a redução de indenizações trabalhistas, ataques ao direito de greve, férias e contratos de trabalho.
Também a itens absurdos como o pagamento em bens ou serviços, ao invés do salário na conta do trabalhador. No plano inicial de Milei havia até mesmo a possibilidade de reduzir em até 75% o salário do trabalhador que se ausentar em licença médica.
A mesma ladainha que os brasileiros ouviram para aprovar a mudança nas leis do trabalho aqui também está sendo contada na Argentina: a reforma servirá para reduzir a informalidade e criar postos de trabalho, reduzindo os encargos dos patrões.
Mas a realidade é bem conhecida. A reforma não gera os empregos prometidos e leva até mesmo mais pessoas para a informalidade. O que de fato ocorre é a precarização do trabalho e a piora na qualidade de vida da população.
É contra este cenário que os argentinos também prometem protestar durante o dia, marchando até a praça do Congresso. Os deputados darão início aos debates que levarão à votação da nova lei, a partir das 14h.
Na semana passada, os atos contra a reforma que estava sendo votada no Senado foram duramente reprimidos pela polícia com canhões de água e bombas de gás lacrimogêneo. Ao todo 30 manifestantes foram presos.
Nesta quinta, um novo esquema de repressão está sendo montado. Em comunicado, o governo de Milei já afirmou que as forças de segurança irão agir contra manifestações “violentas” e até mesmo a imprensa terá acesso reduzido na cobertura do tema.
Desemprego e pobreza
Desde que iniciou seu mandato, em 2023, as ações de Milei, em especial o corte de gastos no setor público, fez aumentar o desemprego, a informalidade (para compensar a perda de renda) e a pobreza.
Sob o comando de Milei, a pobreza chegou a fazer parte da vida de metade da população da Argentina em 2024. Também entre 2023 e 2025, cerca de 300 mil postos de trabalho foram exterminados pela austeridade imposta pelo governo
Todo apoio à classe trabalhadora da Argentina. É fundamental aumentar mais e mais os protestos nas ruas e fortalecer um greve geral em todo o país para barrar mais uma medida de Milei contra o povo!

