laboursolidarity.org
Todo apoio! Argentinos fazem greve geral contra ataque de Milei às leis trabalhistas
Argentina

Todo apoio! Argentinos fazem greve geral contra ataque de Milei às leis trabalhistas

Convocada pelas principais centrais sindicais no país, a paralisação terá 24 horas de duração

  • Facebook
  • Twitter

A classe trabalhadora argentina enfrenta a Reforma Trabalhista de Javier Milei com uma greve geral nesta quinta-feira (19). Enquanto deputados debatem o tema, o povo sai às ruas para impedir que este retrocesso seja aprovado.

Convocada pelas principais centrais sindicais no país, a paralisação terá 24 horas de duração. Todo o setor de transportes, repartições públicas e agências bancárias não irão funcionar durante todo o dia.

Entre os ataques apresentados pelo governo, que estão sendo debatidos no Congresso, estão o aumento da jornada de trabalho para 12 horas, a redução de indenizações trabalhistas, ataques ao direito de greve, férias e contratos de trabalho.

Também a itens absurdos como o pagamento em bens ou serviços, ao invés do salário na conta do trabalhador. No plano inicial de Milei havia até mesmo a possibilidade de reduzir em até 75% o salário do trabalhador que se ausentar em licença médica.

A mesma ladainha que os brasileiros ouviram para aprovar a mudança nas leis do trabalho aqui também está sendo contada na Argentina: a reforma servirá para reduzir a informalidade e criar postos de trabalho, reduzindo os encargos dos patrões.

Mas a realidade é bem conhecida. A reforma não gera os empregos prometidos e leva até mesmo mais pessoas para a informalidade. O que de fato ocorre é a precarização do trabalho e a piora na qualidade de vida da população.

É contra este cenário que os argentinos também prometem protestar durante o dia, marchando até a praça do Congresso. Os deputados darão início aos debates que levarão à votação da nova lei, a partir das 14h.

Na semana passada, os atos contra a reforma que estava sendo votada no Senado foram duramente reprimidos pela polícia com canhões de água e bombas de gás lacrimogêneo. Ao todo 30 manifestantes foram presos.

Nesta quinta, um novo esquema de repressão está sendo montado. Em comunicado, o governo de Milei já afirmou que as forças de segurança irão agir contra manifestações “violentas” e até mesmo a imprensa terá acesso reduzido na cobertura do tema. 

Desemprego e pobreza 

Desde que iniciou seu mandato, em 2023, as ações de Milei, em especial o corte de gastos no setor público, fez aumentar o desemprego, a informalidade (para compensar a perda de renda) e a pobreza. 

Sob o comando de Milei, a pobreza chegou a fazer parte da vida de metade da população da Argentina em 2024. Também entre 2023 e 2025, cerca de 300 mil postos de trabalho foram exterminados pela austeridade imposta pelo governo

Todo apoio à classe trabalhadora da Argentina. É fundamental aumentar mais e mais os protestos nas ruas e fortalecer um greve geral em todo o país para barrar mais uma medida de Milei contra o povo!

  • Facebook
  • Twitter
  • Youtube
  • Instagram