Protestos denunciam política anti-imigração de Trump, após assassinato de cidadã americana
Renee Good, tinha 37 anos, era mãe de 3 filhos e atuava como observadora legal das incursões da ICE
CSP-Conlutas
O assassinato de uma cidadã norte-americana por agentes da imigração (ICE), em Minneapolis, nos Estados Unidos, desencadeou uma série de protestos contra as políticas de Donald Trump, na noite da quarta-feira (7).
Renee Good, tinha 37 anos, era mãe de 3 filhos e atuava como observadora legal das incursões da ICE. Ela foi baleada inúmeras vezes no rosto, quando tentava deixar o local onde os agentes foram barrados por manifestantes.
Com a repercussão do fato, Trump foi às redes sociais defender o assassino e caracterizar Renee como uma “agitadora profissional”, “desordeira” e “violenta”, o que legitimaria o ato de “defesa pessoal” do agente.
No entanto, o vídeo da tragédia mostra que Renee apenas tenta deixar o local em seu veículo, enquanto agentes tentam retirá-la do carro. Após os disparos, a ICE também impediu que o atendimento médico ocorresse.
A resposta ao autoritarismo e discurso de violência de Trump veio nas ruas com milhares de pessoas protestando em diversas cidades no EUA, em especial, aquelas consideradas como principais refúgios de imigrantes.
Além da vigília realizada em Minneapolis, onde mesmo sob frio intenso centenas se reuniram no local da tragédia, manifestações ocorreram também em Nova Iorque, Miami, São Francisco, Boston, Nova Orleans, Pittsburgh, Portland e Washington.
Nos cartazes e palavras de ordem os protestantes exigiram o fim das operações contra imigrantes e do governo de Trump. Também houve protestos contra a ação dos EUA na Venezuela.
Política de ódio
Boa parte da campanha de Trump à presidência foi colocar os imigrantes que vivem nos EUA como responsáveis pela violência e outros problemas sociais. Após sua vitória eleitoral, o bilionário iniciou uma política agressiva antiimigração.
Somente em 2025, estima-se que 2.5 milhões de imigrantes deixaram os EUA. 605 mil foram deportados violentamente. Dos 328 mil imigrantes presos no ano passado, 65 mil ainda continuam nos centros de detenção.
Embora os números não sejam oficiais, a estatística aponta que ao menos 35 pessoas morreram nas ações da ICE ou sob sua custódia nas prisões. Dezenas de famílias já foram separadas e os vídeos nas redes sociais demonstram o drama desta política racista.
Enfrentar Trump nas ruas
Os atos de rua contra as ações terroristas de Trump devem se intensificar nos próximos dias nos EUA e ao redor do mundo, como reflexo de sua atuação imperialista que ameaça os estadunidenses e diversas populações em todo o mudo.
O sequestro de Nicolás Maduro e sua esposa geraram protestos durante a última semana nas principais cidades do Brasil, mas também na Colômbia, Cuba, Inglaterra, Alemanha, Bélgica, França, Turquia, Espanha e México.
As constantes ameaças de Trump sobre invadir a Groenlândia e tomar seu território também fizeram com que a população local saísse às ruas para repudiar o plano imperialista de anexação.
É preciso engrossar as manifestações anti-imperialistas e contra Donald Trump. Somente as classes trabalhadoras dos países poderão derrotar o fascismo de Trump e da extrema-direita mundial.

