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Europa se levanta em solidariedade à Palestina e à Flotilha.

Europa se levanta em solidariedade à Palestina e à Flotilha.

Na Itália, 2 milhões realizam greve geral

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A solidariedade ao povo palestino toma conta das principais cidades da Europa. Nos últimos dias, milhões saíram às ruas para denunciar os crimes de Israel em Gaza e o sequestro dos ativistas da Global Sumud Flotilha.

Transmitida ao vivo para todo o mundo, a interceptação das embarcações que levavam ajuda humanitária para a Palestina fez com que os atos crescessem. O mesmo ocorreu neste sábado (4), após os primeiros depoimentos darem conta sobre os maus tratos nas prisões.

Na Espanha, Madrid e Barcelona realizaram protestos massivos no sábado. Em Barcelona, de onde partiram os barcos da Flotilha, a manifestação reuniu pelo menos 70 mil pessoas que pediram pelo fim do genocídio em Gaza.

Pessoas lotaram o amplo Passeig de Gracia, a avenida central da cidade, em Barcelona. Muitas famílias compareceram, além de pessoas de todas as idades. Manifestantes carregavam bandeiras palestinas ou usavam camisetas em apoio à Palestina.

Já na Inglaterra, o ato deste sábado reuniu milhares em Londres, apesar da polícia ter solicitado um adiamento após um ataque mortal em uma sinagoga em Manchester no início desta semana.

Na capital da Inglaterra houve repressão policial. Cerca de 400 pessoas foram presas durante o ato pró-Palestina. Durante as prisões a maior parte das pessoas gritavam “vergonha” para os policiais.

No mesmo dia, uma multidão também tomou as ruas de Dublin, na Irlanda, para marcar os dois anos do início das agressões de Israel em Gaza. Os manifestantes também cobravam sações de seu governo contra regime sionista.

Itália mostra o caminho

Um protesto em Roma também ocorreu neste sábado, organizado por três organizações palestinas, sindicatos locais e estudantes. Os manifestantes marcharam da Porta San Paolo até San Giovanni. 

Este é o terceiro dia seguido de manifestações. Na sexta-feira (3), uma grande greve geral atingiu todo o país e levou mais de dois milhões de pessoas a marcharem pela Palestina em uma histórica demonstração de solidariedade. 

Apesar das críticas da primeira-ministra Giorgia Melon, argumentando que a greve não promoveria a causa palestina e apenas atrapalharia os italianos, foram registradas manifestações em pelo menos 29 cidades.

Em várias cidades, incluindo Milão e Bolonha, houve repressão policial com a multidão sendo atingida por gás lacrimogêneo. Em Pisa, um grupo com sinalizadores coloridos invadiu a pista do aeroporto, interrompendo temporariamente os voos.

Já em Nápoles, estivadores bloquearam o porto, como haviam prometido fazer caso a Flotilha fosse impedida de chegar em Gaza. Em Turim, manifestantes colocaram barreiras de metal nas ferrovias.

Em Roma, a multidão agitou bandeiras palestinas gigantes. Eles gritaram "estamos bloqueando tudo" e, em seguida, marcharam por um longo túnel que amplificou seus cânticos enquanto a polícia observava de longe.

“Um movimento de protesto sem precedentes está se formando hoje. Milhares de pessoas já estão nas ruas. Amanhã será semelhante, e na sexta-feira entraremos em greve, violando a lei italiana que proíbe greves sem aviso prévio. No sábado, haverá mais iniciativas para a manifestação nacional em Roma. Todos os sindicatos de base e a CGIL estão nas ruas. Espero que o povo de suas cidades também se una em defesa da flotilha”, Marcelo Amendola (CUB)


 

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