México: professores em luta!
A Rede
Os manifestantes, em conjunto com a Coordenação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE), vinham preparando a greve há semanas. Conforme haviam anunciado, a greve teve início no dia 1º de junho.
Enquanto o governo mexicano gasta bilhões para sediar a Copa do Mundo, os professores e professoras iniciaram uma greve nacional por tempo indeterminado para exigir aposentadorias dignas, um aumento real dos salários e a revogação das reformas neoliberais que precarizaram sua profissão.
Cidade do México está agora paralisada pelas manifestações. A mobilização atinge pelo menos uma quincena de regiões do país e cresce a cada dia: fechamento por algumas horas de uma guarita na fronteira com o Arizona, bloqueios nas grandes avenidas, piquetes em frente a prédios do Ministério da Educação, liberação das cabines de pedágio nas rodovias, fechamento do aeroporto de Oaxaca, decapitação e incêndio de grandes bonecos de papelão representando jogadores de futebol, etc. E os grevistas conseguiram derrubar as barricadas que protegiam o Ministério da Educação e o ocuparam.
5 de junho de 2026
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No âmbito da greve anunciada para 1º de junho pela Coordenação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE) em todo o país, algumas seções começaram a montar bloqueios. Na Cidade do México, duas das principais vias ficaram paralisadas por várias horas.
Em Oaxaca, foram montados bloqueios. Professores da Coordenação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE), membros da Seção 22, ocuparam na quinta-feira o complexo governamental chamado “Ciudad Judicial”, onde se encontram, entre outros, a sede da Procuradoria Geral do Estado de Oaxaca (FGEO), com o objetivo de exigir que seja feita justiça após o ataque armado perpetrado contra professores
A Seção 22 atribuiu diretamente a responsabilidade pelo ataque ocorrido na quarta-feira, durante o qual foram disparados tiros contra membros do corpo docente, a López Quero e ao governo liderado por Salomón Jara Cruz.
Mais uma vez, a “resposta” das autoridades é a repressão: prisões, tiros com munição real, etc.
As organizações membros da Rede Sindical Internacional de Solidariedade e Lutas:
- Apoiam as professoras e os professores do México.
- Denunciam a violência policial exercida contra as manifestantes e os manifestantes
- Continuarão a divulgar informações sobre essas lutas.
Sobre o mesmo assunto:
https://laboursolidarity.org/pt/americas/n/3850/greve-em-junho

