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Liberdade, já, para a jovem estudante palestina Layan Kayed!
Palestina

Liberdade, já, para a jovem estudante palestina Layan Kayed!

Perseguição contra militante de movimento estudantil evidencia o desespero de Israel em relação a movimentos da juventude palestina

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Layan Kayed, estudante palestina ativista da Universidade de Birzeit, na Cisjordânia, foi presa na madrugada do dia 7 de junho pelas forças de ocupação israelenses. Kayed esteve detida anteriormente por dezesseis meses em cárcere israelense por seu ativismo estudantil em apoio à libertação palestina.

De acordo com a associação em defesa dos direitos humanos de presos Addameer , o telefone e o laptop de Kayed foram roubados durante a invasão de sua casa em Ramallah. Posteriormente, o Tribunal Militar de Ofer ordenou a detenção da jovem por oito dias sem acesso a advogados.

Essa prisão é uma evidente retaliação da ocupação israelense contra as mobilizações de organizações estudantis em território ocupado na Palestina, como o caso de estudantes da Universidade Birzeit que se articulam em protestos, sobretudo em assentamentos ilegais, nos postos de controle militares além de participarem de manifestações contra a ocupação. Muitos foram presos e, como denunciam ativistas locais, alguns foram mortos pelas forças militares israelenses.

Somente em maio deste ano, mais de 400 palestinos, incluindo 52 crianças, foram detidos, de acordo com o Centro Palestino de Estudos sobre Prisioneiros. Existem cerca de 5.000 presos políticos palestinos sob cárcere israelense, incluindo 1200 em detenção administrativa (ou seja, sem julgamento).

O número de mortes também aumentou. No período recente houve uma escalada significativa nos ataques, tanto das forças de ocupação quanto dos colonos israelenses. Desde o início do ano até os dias de hoje, cerca de 120 palestinos, incluindo pelo menos 20 crianças, foram mortos na Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental, de acordo com o Ministério da Saúde palestino. Mais de 4.000 ficaram feridos.

O caso de Layan Kayed demonstra que a juventude palestina resiste e ganha força, apesar de toda repressão. Militantes estudantis como Layan Kayed estão na vanguarda desse movimento. Muitos estudantes da Universidade de Birzeit foram presos por ativismo no campus, acusados de infrações absurdas como vender falafel em feiras estudantis ou organizar vendas de livros. 

Contra o sistema de apartheid promovido pela ocupação israelense na Palestina, é preciso se solidarizar e fortalecer a resistência palestina, assim como fazer coro à vontade da juventude palestina que não aceita mais conivência e apoio do próprio governo a Israel.

Liberdade, já, para Layan! Liberdade para todos os presos políticos palestinos”

 

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