Red Internacional de Solidariedad y de Luchas


Domingo, 27 de mayo de 2018

 
 

 

3º Encontro Internacional da Rede tem início com balanço político e plenária aberta para delegações

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O 3º Encontro Internacional da RSISL (Rede Sindical Internacional de Solidariedade e Lutas) teve início nesta quinta-feira (25), com mesa de abertura e balanço do trabalho realizado pela Rede desde a sua criação. Na mesa de apresentação, estavam presentes Nara Cladera, pela União Sindical Solidaires, da França, Àngel Bosqued, pela CGT, e Herbert Claros, representando a CSP-Conlutas.

Àngel expôs a dinâmica do Encontro e pontuou o modo como a Rede busca funcionar desde a sua fundação, em 2013, destacando a importância da pluralidade da organização. “Priorizamos a autogestão, pois acreditamos que nem os governos, estados ou religiões devem interferir em nossas decisões. É dentro da própria Rede que decidimos. Para esse Encontro, recebemos por email muitas moções e pedido de apoio a diversas lutas. Isso é muito bom, pois significa que quando chamamos, alguém responde”, relatou.

Nara Cladera expôs os desafios e também a importância de organizar a luta sindical internacional respeitando a diversidade e as divergências, e valorizando os pontos em comum para as mobilizações contra o capitalismo. “Somos organizações sindicais que nos reconhecemos no sindicalismo de luta e de transformação social. Somos bem conscientes de que nossas organizações têm histórias diferentes, são de países e culturas diferentes. Ainda assim, mesmo com as diferenças, temos em consideração que precisamos buscar o consenso e trabalharmos juntas e juntos no que tivermos acordo”.

Herbert Claros reforçou o relato de como a Rede tem sido construída ao longo dos anos, e destacou a importância do internacionalismo na luta da classe trabalhadora. “Por mais que tenhamos diferenças, sabemos que nossa luta em comum é contra os governos, pois eles estão a serviço dos patrões e do capitalismo. Por mais que possa parecer que tenhamos lutas isoladas, seja a de um trabalhador de um aeroporto ou de um restaurante, de um professor ou de militantes de um movimento popular, toda a luta da classe trabalhadora é uma luta contra o sistema. Como os ataques do capitalismo atingem em nível internacional, é uma necessidade que nos organizemos defendendo o internacionalismo em nossas ações”, interveio.

Foto: Marcela Azevedo

Após as exposições dos representantes da coordenação do Encontro, delegações participantes da atividade tiveram a oportunidade de se apresentar e de compartilhar relatos sobre os processos de lutas em seus países.

Confira o vídeo com a apresentação do Encontro e das delegaçõesAQUI.

Segundo dia – Na manhã desta sexta-feira (26), grupos temáticos se dividiram para discutir repressão, imigração, autogestão e colonialismo-racismo. Ainda hoje, o encontro apresentou debate de conjuntura internacional e segue com esta mesa até que se iniciem os grupos por categorias. A CSP-Conlutas contribui com trabalhadores dos Correios, Transportes, Educação, do Funcionalismo Público e da Saúde. Ao todo, a delegação brasileira conta com 36 pessoas, sendo 7 representações da Secretaria Executiva Nacional da Central e 29 de outras 14 organizações. São 11 mulheres e 25 homens.

No sábado, as mesas trarão exclusivamente temas ligados à luta das mulheres, como "cuidados e economia feminista", "aborto", "machismo no movimento sindical", "por que a luta contra o machismo é uma luta da classe trabalhadora?", "precaridade no mundo do trabalho: diferenças nos salários, contratos e jornadas de trabalho", "violência de gênero e violência machista", e "discriminações contra LGBTs".

No domingo, a plenária final deve aprovar moções, campanhas e a declaração comum do 3º Encontro da RSISL. O Canal Rojo Y Negro – CGT transmite as atividades ao vivo.

Confira o link de acesso para este 2º dia AQUI: Conclusiones del día 26 del III Encuentro de la Red Sindical Internacional de Solidaridad y Luchas